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Ângela Galante

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Sou a Ângela, moro no Fundão e tenho 18 anos... penso que sou uma pessoa interessante... mas quem quiser conhecer-me melhor, já sabe... fale comigo!

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July 30

Curiosidades

Aqui vão algumas curiosidades sobre diversos assuntos de interesse geral:
 

Quer saber o caminho? Pergunte às vacas!

 
Da próxima vez que passar por um cercado com gado, olhe com mais atenção: as vacas estão a olhar todas para o mesmo lado? Um grupo de zoólogos alemães descobriram que o gado e os veados alinham-se com o campo magnético da Terra quando estão a descansar ou a pastar. "Surpreendentemente, este fenómeno geral nunca foi notado por pastores, criadores ou caçadores", dizem os autores do estudo, chefiado por Sabine Begall, zoóloga da Universidade de Duisburgo, em Essen. Os investigadores recorreram a imagens do Google Earth para estudar o comportamento de 8510 cabeças de gado em 308 pastagens e campos de todo o Mundo e recolheram dados sobre 2974 veados em centenas de locais. Boca aberta
 
 
Não quer ir às compras? Use o Ikan!
 
 
Alguma vez lhe aconteceu abrir uma lata de conserva e ter um desejo íntimo de que o supermercado a substituísse imediatamente nas prateleiras da sua despensa? Seria o fim das listas de compras, das idas ao supermercado, de muito tempo perdido. Princípio de solução: o Ikan, um leitor de código de barras instalado na bancada da cozinha ou fixo à parede, lê o produto que você quer usar, regista e envia por uma conexão sem fios um pedido de substituição ao supermercado. E está feito! Boca aberta
 
 
 
Outras visões do mundo: Cabra - cega sensorial
 
 
É um passeio turístico, mas os passeantes vão de olhos vendados. Têm como guia um invisual da ACAPO, que vai partilhando as suas experiências sensoriais. E têm a companhia de mais 4 guias da Lisbon Walker, que os conduzem e vão informando sobre os tactos, os sons e os cheiros de Alfama, que é onde esta iniciativa da cabracega.org (www.cabracega.org/lisboa-sensorial) os conduz no âmbito de uma acção chamada Lisboa Sensorial. Os passeios realizam-se no último Sábado de cada mês, são para dez pessoas, que pagam 20 euros cada uma, requerem marcação prévia e duram cerca de uma hora e meia. Boca aberta
 
 
 
Parta a loiça!
Escravizado num emprego que detesta? Despedido, mesmo de um emprego que detesta? Stressado, irritado, furioso?
 
Um empresário californiano descobriu como ganhar dinheiro com o pior da crise com um novo negócio chamado "Sarah's Smash Shack", liberalmente traduzido por "Barraco dos Cacos da Sara". Com música aos gritos e luzes de néon alucinadas, os fregueses aliviam a raiva atirando canecas e pratos à parede. Há também uma modalidade mais venenosa de atirar a foto emoldurada do inimigo do momento, e outra de escrevinhar as paredes com palavrões. Com a vantagem de poder voltar a uma casa intacta e limpa! Boca aberta 
 
 
 
A boa mesa digital
Fora com ementas e listas de vinhos. Chegou o sistema de pedidos de alta tecnologia.
 
 
Vade retro, menu maçador! No restaurante pan-asiático de Londres, Inamo, o menu ilustrado é projectado em tampos de mesa sensíveis ao toque. Neles, os clientes podem encomendar os seus pratos, personalizar as cores da "toalha" digital e até ver o chef trabalhar através do circuito televisivo interno. Boca aberta
 
 
Retirado de Selecções do Reader's Digest
 
E que tal? Aprenderam mais um pouco? Espero que sim!
Até à próxima!
 
Ângela (Amiga Virtual)
 
March 21

Heróis do dia-a-dia - Selecções do Reader's Digest

Heróis do dia-a-dia

 

 

  Frederico Fezas Vital

 

Um Sorriso Vale Tudo

 

A carreira de sucesso que abandonou deu-lhe as ferramentas para o sonho: realizar sonhos de crianças com doenças crónicas ou terminais, devolver sorrisos no meio da dor.

 

Sónia Morais dos Santos

 

 

Tudo começou com uma conversa com dois amigos espanhóis. Era Novembro de 2006, e Frederico Fezas Vital tinha decidido deixar-se de iniciativas próprias e projectos empreendedores. Licenciado em Direito pela Universidade Católica, exerceu durante dois anos, mas depressa compreendeu que a lentidão da justiça e a arbitrariedade de algumas decisões lhe faziam muito mais mal que bem. Depois foi trabalhar com Henrique Abecassis, e foi o responsável pela área comercial do Private Banking do BCP. Entrou em 1998 e saiu em 2002. «Sentia-me limitado e sufocado com a cadeia de decisões superiores. Sempre fui criativo e ali, apesar de ter gostado, sentia-me preso.»

Então, resolveu criar, com um grupo de amigos, uma empresa de design, a Zini Design (nome criado devido ao designer Tomás, a quem os amigos chamavam Tomazini). Ao mesmo tempo, em 2002, abriu uma editora, a Letras Gordas, que lançou uma obra polémica: A Armadilha, de João Vale e Azevedo. Frederico acabou por sair dos dois projectos e dedicar-se ao ramo imobiliário. Pelo meio, fez uma pós-graduação em Marketing e uma especialização em Project Management e Leadership Management. E depois, farto então de tanta iniciativa própria, Frederico tornou-se director de Marketing do Grupo Storm. E é aqui que voltamos ao início, à conversa com os dois amigos espanhóis. «Eles estavam a contar-me que faziam voluntariado na Fundación Pequeño Deseo, uma fundação que realizava os sonhos de crianças doentes. Aquilo mexeu muito comigo. Achei uma ideia sensacional e fiquei logo com vontade de fazer uma coisa dessas em Portugal.»

Desde então, Frederico nunca mais parou. «Comecei logo a fazer pesquisa de associações congéneres no resto do Mundo. Queria aprender, saber mais. Em Janeiro de 2007, deixei de ser director de Marketing da Storm e decidi fazer uma espécie de sabática para pensar melhor o projecto.»

E assim foi. Depois de conhecer o trabalho de outras associações parecidas, Fezas Vital criou o seu próprio projecto de raiz: «Fui buscar elementos de várias outras organizações e fiz uma colagem e uma montagem de um conceito novo, diferente. No fundo, a ideia era basicamente a mesma: realizar sonhos de crianças com doenças crónicas e/ou terminais. Mas queríamos ir mais longe: abarcar também as famílias. E inventar actividades para lá dos sonhos dos próprios miúdos, para fazer com eles e/ou com as famílias. E dar informação ao público sobre as próprias doenças. Enfim, alargar o conceito para algo mais abrangente.»

Montar a associação deu trabalho. Não era só criar o projecto, mas era preciso arranjar sócios (que têm de ser em número superior ao dos órgãos sociais). Frederico contou com o apoio de alguns amigos em quem tinha toda a confiança, mais concretamente 33 pessoas de confiança que aceitaram ser sócias. E, de repente, percebeu que era como se tivesse estado toda a vida a trabalhar para a associação. Henrique Abecassis, com quem tinha trabalhado no BCP, aceitou integrar a equipa; Tomás (o designer da Zini Design) ficou encarregado do logótipo, e vários contactos que Frederico tinha feito ao longo dos anos foram de grande utilidade na formação da instituição. «Quis ter uma base de credibilidade e consegui ter como embaixadores da associação a Drª Maria Barroso, a Drª Maria de Belém, a Drª Maria do Céu Machado e o Dr. Mário Chagas. São as caras oficiais da associação. No conselho consultivo, temos nomes de peso, nomeadamente o Dr. Gentil Martins. Era importante que as pessoas percebessem que havia nomes sérios por detrás deste projecto para que sentissem confiança no nosso trabalho.»

E assim, no dia 1 de Junho de 2007, Dia Mundial da Criança, nascia a Terra dos Sonhos. Um sonho de Frederico Fezas Vital. Um sonho prestes a tornar-se realidade para muitas crianças com sofrimentos inimagináveis. «A nossa principal missão é a de retirar as crianças e as famílias do lado pesado, negativo. Queremos deslocá-las para o lado saudável da vida. Porque, nem que seja por momentos, vale muito ver uma criança ou uma família a tornar a sorrir. Vale tudo.» De resto, é esse o lema da Terra dos Sonhos: «Um Sorriso Vale Tudo.»

A associação Terra dos Sonhos começou sem nenhuma estrutura executiva. Ainda assim, de Junho a Novembro de 2007, realizaram sete sonhos. «O primeiro foi um teste do Universo à nossa capacidade. O primeiro sonho era o do João Paulo, uma criança com uma doença terminal. Ele queria conhecer o Simão Sabrosa. Em dois dias, conseguimos organizar tudo. Mas na véspera à noite o pai ligou-me a dizer que ele tinha morrido. Acho mesmo que foi o Universo a testar-nos. A ver se nós ficávamos tão desmoralizados que desistíamos. Foi mau. Não posso dizer que não. Mas não íamos desistir! Havia muitos outros sonhos para concretizar.» O segundo era o de um menino que queria conhecer o Ruca. E tudo correu bem.

Em Novembro de 2007, a Terra dos Sonhos contratou a primeira pessoa (todas as outras são voluntárias). Marta Ribeiro é a responsável operacional e tem feito de tudo na associação: «Organiza sonhos, trata da parte administrativa, organiza equipas de voluntários, trata dos meios... Tem sido uma peça fundamental da Terra dos Sonhos e veste muito bem esta camisola. De resto, vivemos de donativos. E tivemos sempre bastante apoio, em termos de parcerias, no que diz respeito a serviços jurídicos, serviços de comunicação, computadores... a estrutura material tem-nos sido facultada pro bono. Acho que temos tido muita sorte.» Frederico pensa melhor e corrige: «Se calhar, não tem sido sorte. As pessoas é que percebem que este projecto pode fazer muitas crianças e famílias felizes, e de facto temos notado uma grande adesão a esta causa. É muito bom ver que a Terra dos Sonhos já tem vida por si só. Criou-se uma energia muito forte e positiva à sua volta, e ela já existe, independentemente de mim.»

De Junho de 2007 até hoje, a Terra dos Sonhos já realizou 28 sonhos. Frederico tenta estar presente em quase todos. «Não quero perder o contacto com a simplicidade daquilo que esteve na origem do projecto. E é fácil enredar-me na parte administrativa e de organização e perder a ligação com os sonhos das crianças. Não quero isso. Quero manter o espírito de criança e, sobretudo, ver os sorrisos de felicidade de cada vez que mais um sonho é concretizado.» Sobre os sonhos, diz que são os mais simples e os mais inesperados os que mais o comovem: «Houve uma vez um miúdo cujo maior desejo era conhecer uma fábrica de material escolar. Já viu? Já viu como pode ser fácil fazer uma criança feliz?»

Claro que também há outro tipo de sonhos, mais elaborados, como ser manequim, actor, ter um quarto novo ou ir à Disneyland Paris. Mas com força de vontade (e essa Frederico tem de sobra) tudo se consegue.

Em Dezembro, a Terra dos Sonhos realizou um projecto de sonho: levar 10 crianças com doenças crónicas à terra do Pai Natal, na Lapónia. Oito destas crianças foram escolhidas no Instituto Português de Oncologia (IPO), e já lutaram, ou lutam ainda, contra o cancro, e duas delas nasceram com espinha bífida, uma má formação na coluna que provoca lesões a nível do sistema nervoso central.

Foram cinco dias de sorrisos e gargalhadas. As crianças escorregaram na neve, andaram em trenós puxados por renas, passearam em trenós puxados por potentes motas de neve e, claro, conheceram o Pai Natal e puderam pedir-lhe, ao vivo e a cores, os presentes desejados. A coisa mais impressionante foi quando algumas dessas crianças pediram saúde no lugar de brinquedos. «Saúde e sorrisos», pediu a Raquel, de 10 anos. Um momento muito emocionante de uma viagem que orgulha muito Frederico Fezas Vital: «Proporcionar a estas crianças uma viagem mágica no Natal foi um dos momentos altos da Terra dos Sonhos. Foi uma grande felicidade ver aqueles sorrisos.»

Frederico ainda hoje pensa nas razões profundas que o levaram a envolver-se num projecto destes, largando todos os outros. «Tive um tio que esteve em minha casa um ano e meio a morrer de cancro. Lidar com a morte dele foi um processo muito duro. Ele era um grande poeta, e fui assistindo ao seu deteriorar, porque começou por perder toda a mobilidade do lado direito, que era o lado com que escrevia. E eu, que sou muito positivo, tentei sempre dar ânimo e manter o foco no lado bom para enfrentar os problemas. Não sei se vem daí esta vontade de realizar sonhos... se talvez da vontade que eu tinha de ajudar a minha avó, na fase final da vida, a concentrar-se nas coisas boas, e não nas suas limitações. Não sei. Sei que este é o projecto da minha vida e renasço sempre que realizamos mais um sonho.»

Quanto ao sofrimento das crianças e à mossa que isso lhe possa provocar, diz que aprendeu a lidar com a morte e que tem sobre o sofrimento uma visão particular: «Acho que deve ter que ver com o tal lado positivo que eu tenho. Mas sinto que há, nestes processos duríssimos de doença, uma aprendizagem enorme que se retira. Tenho conhecido famílias que cresceram muito com estes processos de dor. E, além disso, para mim a morte é só um patamar, uma transição.»

Frederico Fezas Vital tem 36 anos e um olhar e riso de criança. Ainda este sonho está a levantar voo e já ele sonha em alargá-lo aos idosos: «Gostava de estender o projecto aos seniores. Porque esses já viveram muito e sabem exactamente que sonho lhes falta realizar. E poder concretizar os desejos de quem já está no fim da vida é algo que eu espero mesmo poder vir a fazer na Terra dos Sonhos.»

 

 

 

 

Aqui têm um link para poderem conhecer melhor esta instituição

 

 

 

 

 

  http://www.terradossonhos.org/docs/Projecto.pdf

 

Ângela (Amiga Virtual)

 

 

 

 

 

December 20

Cinco bolas (Ensinamento)


Cinco bolas

 

Seguem-se alguns trechos da palestra de Brian Dyson, ex-presidente da Coca-cola, que aconteceu em conferência numa Universidade Americana, onde ele falou sobre a relação entre o trabalho e outros compromissos da vida.

"Imaginem a vida como um jogo, no qual vocês fazem malabarismo com 5 bolas que lançam ao ar. Essas bolas são:
 

 

O trabalho é uma bola de borracha; se cair, bate no chão e salta para cima, mas as outras 4 são de vidro; se caírem no chão, quebrarão e ficarão, permanentemente, danificadas. Entendam isso e procurem o equilíbrio na vida. Como?
Não diminuam o vosso próprio valor, comparando-se com outras pessoas. Somos todos diferentes. Cada um de nós é um ser especial. 
Não fixem os vossos objectivos com base no que os outros acham importante. Só vocês estão em condições de escolher o que é melhor para vocês próprios.
  Dêem valor e respeitem as coisas mais queridas aos vossos corações. Apeguem-se a elas como à própria vida. Sem elas, a vida carece de sentido. 
 Não deixem que a vida escorra entre os dedos por viverem no passado ou no futuro. Se viverem um dia de cada vez, viverão todos os dias das vossas vidas. 
 Não desistam quando ainda são capazes de um esforço a mais. Nada termina até ao momento em que se deixa de tentar.
 Não temam admitir que não são perfeitos. 
Não temam enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser corajosos.
 Não excluam o amor das vossas vidas dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas.
 Não corram tanto pela vida a ponto de esquecerem onde estiveram e para onde vão.
 Não tenham medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.
 Não usem, imprudentemente, o tempo ou as palavras. Não se podem recuperar. A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem que deve ser desfrutada a cada passo. Lembrem-se: Ontem é história; amanhã é mistério e hoje é uma dádiva. Por isso se chama presente!"  
 
 
Um beijinho da sempre amiga
 
 
 


October 10

O comboio da vida

O comboio da vida
 
 
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"Há algum tempo atrás, li um livro que comparava a vida com uma viagem de comboio. Uma leitura extremamente interressante, quando é bem interpretada, pois a vida não é mais do que uma viagem de comboio, repleta de embarques e desembarques, salpicados por acidentes, surpresas agradáveis nalgumas estações e profundas tristezas noutras.
Ao nascer, subimos para o comboio e encontramo-nos com algumas pessoas que acreditamos que estarão sempre connosco nesta viagem: os nossos pais.
Lamentavelmente, a verdade é outra. Eles sairão nalguma estação, deixando-nos órfãos do seu carinho, amizade e da sua companhia insubstituível. Apesar disto, nada impede que entrem outras pessoas que serão muito especiais para nós. Chegam os nossos irmãos, amigos e esses maravilhosos amores. De entre as pessoas que apanham este comboio, também haverá quem o faça como um simples passeio. Outros, só encontrarão tristeza nessa viagem e, outros também, que circulando pelo comboio, estarão sempre prontos para ajudar quem precisa. Muitos, quando descem do comboio, deixam uma permanente saudade... Outros passam tão despercebidos que nem reparamos que desocuparam o lugar...
Às vezes, é curioso constatar que alguns passageiros, que nos são muito queridos, se instalam noutras carruagens, diferentes da nossa. Assim, temos de fazer o trajecto longe deles. No entanto, nada nos impede que, durante a viagem, percorramos a nossa carruagem, com alguma dificuldade, e cheguemos ao pé deles. Lamentavelmente, já não nos poderemos sentar ao seu lado, pois estará outra pessoa a ocupar o lugar. Não importa, a viagem faz-se deste modo, cheia de desafios, sonhos, fantasias, esperas e despedidas... mas nunca de retornos!

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Então, façamos esta viagem da melhor maneira possível. Tratemos de nos relacionar bem com todos os passageiros, procurando, em cada um, o melhor deles.
Recordemos sempre que nalgum ponto do trajecto, eles poderão hesitar ou vacilar e, provavelmente, vamos precisar de os entender... Como nós também vacilamos muitas vezes, haverá sempre alguém que nos compreenda. No fim, o grande mistério é que nunca saberemos em que estação vamos sair, nem, muito menos, onde sairão os nossos companheiros, nem sequer aquele que está sentado ao nosso lado.
Fico a pensar se, quando sair do comboio, sentirei nostalgia... acredito que sim! Separar-me de alguns amigos com quem fiz a viagem, será doloroso... Deixar que os meus filhos sigam sozinhos, será muito triste... No entanto, agarro-me à esperança que nalgum momento, chegarei à estação principal e terei a grande emoção de vê-los chegar com uma bagagem que não tinham quando embarcaram. O que me fará feliz, é pensar que colaborei para que a sua bagagem crescesse e se tornasse valiosa.
Meu amigo, façamos com que a nossa estadia neste comboio seja tranquila e que tenha valido a pena. Esforcemo-nos para que, quando chegar o momento de desembarcar, o nosso lugar vazio deixe saudades e belas recordações para todos os que continuam a viagem.
Para ti, que és parte do meu comboio, desejo-te um Viagem Feliz! ..."
 
 Anónimo

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Ângela (Amiga Virtual)

September 11

Uma lição de vida

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Para que tenhamos um coração belo, é preciso saber o que é a verdadeira beleza e como conquistá-la!
Um jovem estava no centro da cidade, proclamando ter o coração mais belo da região. Uma multidão cercou--o e todos admiraram o seu belo coração. Não havia marca ou qualquer outro defeito. Todos concordaram que aquele era o coração mais belo que já tinham visto. O jovem ficou muito orgulhoso do seu belo coração. De repente, um velho, aliás, um Idoso, apareceu diante da multidão e disse:
"-O coração do jovem não é tão bonito quanto o meu!"
A multidão e o jovem olharam para o coração do idoso, que estava a bater com vigor, mas tinha cicatrizes. O jovem olhou então para o coração do idoso e disse:
"-O senhor deve estar a brincar... Compare os nossos corações. O meu está perfeito, intacto e o seu é uma mistura de cicatrizes e buracos!"
-"Sim!" - disse o idoso. "Olhando, o seu coração parece perfeito, mas eu não trocaria o meu pelo seu. Veja, cada cicatriz representa uma pessoa para a qual eu dei o meu amor. Tirei um pedaço do meu coração e dei para cada uma dessas pessoas. Muitas delas deram-me também um pedaço do próprio coração para que eu colocasse no meu mas, como os pedaços não eram exactamente iguais, há irregularidades. Mas eu estimo-as porque me fazem lembrar o amor que compartilhamos. Algumas vezes, dei pedaços do meu coração a quem não me retribuiu. Por isso, há buracos. Eles doem. Ficam abertos, lembrando-me do amor que senti por essas pessoas... Um dia, espero que elas retribuam, preenchendo esse vazio. E então, jovem? Agora entende o que é a verdadeira beleza?"
O jovem ficou calado e lágrimas escorreram pelo seu rosto. Aproximou-se do idoso, tirou um pedaço do seu perfeito e jovem coração e ofereceu-o ao velho, que lhe retribuiu o gesto. O jovem olhou para o seu coração, não mais perfeito como antes, porém mais belo que nunca!
Os dois abraçaram-se e saíram a caminhar lado a lado.
 
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